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	<title>Associação Médicos Pela Escolha</title>
	<link>http://www.medicospelaescolha.pt</link>
	<description>Promoção dos direitos sexuais e reprodutivos. Defesa do direito à escolha informada.</description>
	<pubDate>Fri, 06 Jul 2012 18:48:34 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
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		<title>Uma lei que salva vidas de mulheres</title>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 16:52:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administração</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Interrupção Voluntária de Gravidez]]></category>

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		<description><![CDATA[Lamentamos as declarações infelizes que alguns candidatos têm proferido nesta campanha eleitoral em relação à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Falar de aborto é falar da liberdade individual de escolha, da segurança, da dignidade, da saúde e da vida de todas as mulheres.
Interromper ou não uma gravidez não é uma decisão política. É uma decisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lamentamos as declarações infelizes que alguns candidatos têm proferido nesta campanha eleitoral em relação à Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Falar de aborto é falar da liberdade individual de escolha, da segurança, da dignidade, da saúde e da vida de todas as mulheres.</p>
<p>Interromper ou não uma gravidez não é uma decisão política. É uma decisão pessoal de cada cidadã portuguesa que se vê confrontada com o dilema de uma gravidez não desejada. Interromper ou não uma gravidez não traduz vitórias ou derrotas políticas. Trata-se de um assunto que diz respeito à vida e à saúde daquela pessoa. Desde que a IVG por opção da mulher foi legalizada em 2007, o aborto passou a dizer respeito apenas às mulheres e aos seus médicos e restantes provedores de cuidados de saúde, deixando de ser um assunto de polícia e de tribunais.</p>
<p>Nenhuma pessoa faz um aborto de ânimo leve. O que nós vemos no contacto diário com as mulheres que passam por esta situação é que o aborto não foi “liberalizado” nem é uma prática contraceptiva. Pela nossa experiência profissional, sabemos que 80% das mulheres que abortam em Portugal o fazem pela primeira vez. Ou seja, a repetição da IVG não é prática corrente.</p>
<p>Em Portugal o número de IVG por opção da mulher é bastante menor do que se pensava que seria antes do referendo. Para além deste facto esse número tem vindo a diminuir: em 2010 houve menos interrupções de gravidez que nos anos anteriores. É indiscutível que o número de mortes e de complicações de saúde relacionadas com aborto desceu drasticamente.</p>
<p>Demos a cara como profissionais de saúde e batemo-nos pelo SIM no refendo de 2007. E hoje – após quase cinco anos de trabalho nesta nova realidade - continuamos a defender que todas as mulheres que escolham interromper uma gravidez devem ter sempre direito a aceder a cuidados de saúde de qualidade.</p>
<p>Esta lei já salvou a vida de muitas mulheres e esse facto é fundamental e deveria ser suficiente para que a mudança ocorrida com a despenalização do aborto não fosse posta em causa no calor de uma campanha eleitoral.</p>
<p align="right"><strong>Associação Médicos Pela Escolha</strong><br />
medicospelaescolha@gmail.com<br />
26 de Maio de 2011</p>
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		<title>Homossexualidade. Não é uma doença, mas trata-se</title>
		<link>http://www.medicospelaescolha.pt/2010/07/13/homossexualidade-nao-e-uma-doenca-mas-trata-se/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 00:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanaalmeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Orientação Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Sexualidades]]></category>

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		<description><![CDATA[por Inês Cardoso, Publicado em 04 de Junho de 2009
I-ONLINE
&#160;
Psiquiatras exigem que o Colégio da Especialidade esclareça posições sobre terapêutica para mudar a orientação. Bastonário emite parecer ético.
&#160;
O debate faz lembrar um célebre sketch humorístico sobre o aborto. A homossexualidade não é doença. Mas pode ser tratada. Cientificamente, desde 1973 que não é considerada doença. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Inês Cardoso, Publicado em 04 de Junho de 2009</p>
<p><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/7366-homossexualidade-nao-e-uma-doenca-mas-trata-se#enviar">I-ONLINE</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Psiquiatras exigem que o Colégio da Especialidade esclareça posições sobre terapêutica para mudar a orientação. Bastonário emite parecer ético.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O debate faz lembrar um célebre sketch humorístico sobre o aborto. A homossexualidade não é doença. Mas pode ser tratada. Cientificamente, desde 1973 que não é considerada doença. Mas um indivíduo que sofra com a sua orientação sexual pode pedir ao médico que estabeleça &#8220;um plano terapêutico&#8221; para a alterar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como o assunto é sério e originou uma petição assinada até agora por 871 técnicos de saúde mental, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) decidiu enviar aos signatários uma carta para esclarecer a sua posição. Que, salienta, &#8220;só o preconceito ou a má-fé poderiam interpretar como homofóbica&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Princípio da polémica: a 2 de Maio, num artigo de um jornal, o presidente do Colégio de Psiquiatria da OM, José Marques Teixeira, considerava que pode ser possível dar resposta a um homossexual que pede ajuda médica para mudar de orientação sexual. Várias organizações solicitaram ao bastonário que se pronunciasse, ao mesmo tempo que o psiquiatra Daniel Sampaio promoveu a petição exigindo também uma clarificação da Direcção da Ordem e &#8220;uma tomada de posição do Colégio da Especialidade de Psiquiatria&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Do Colégio de Psiquiatria ainda não houve &#8220;tomada de posição técnica&#8221; - já que José Marques Teixeira falou &#8220;a título pessoal&#8221;. O bastonário respondeu às organizações, por escrito, a 14 de Maio e considera que alterar a orientação sexual de &#8220;um doente não constitui uma violação ética&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pedro Nunes destaca que a sua posição é &#8220;puramente ética e não técnica&#8221;. Que devem ser os psiquiatras a &#8220;dirimir as divergências técnicas&#8221;. E que a posição não pode ser descontextualizada dos &#8220;se&#8221; que a antecedem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os pontos prévios são vários. Começam pela declaração de que a orientação sexual não prefigura &#8220;qualquer forma de doença&#8221;. Mas &#8220;qualquer ser humano é livre de aceitar ou negar a sua orientação sexual e buscar ajuda médica quando dessa atitude lhe resulta sofrimento&#8221;. Cabe ao médico &#8220;diagnosticar a situação&#8221; e &#8220;estabelecer um plano terapêutico&#8221; que, &#8220;respeitando o consentimento informado&#8221; do doente, pode ajudar a aceitar a sua orientação ou a &#8220;definir a orientação que pretende&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>EQUÍVOCOS Daniel Sampaio sublinha que a questão do sofrimento é colocada de uma forma que causa confusão. &#8220;Há muitos homossexuais que sofrem e pedem ajuda, mas isso nada tem a ver com reverter a orientação sexual&#8221;, afirma, lembrando que a questão &#8220;no estrangeiro nem se põe&#8221;. O sofrimento, sublinha, é causado pela sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Reenquadrar uma orientação seria sempre &#8220;partir do princípio de que há uma doença&#8221;. Face à polémica aberta, insiste que a solução é só uma: que o assunto seja debatido &#8220;com a máxima urgência&#8221; no colégio da especialidade. &#8220;Mesmo do ponto de vista pessoal, o presidente do colégio não pode emitir opiniões sem fundamento científico&#8221;, alerta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Apesar de já ter recebido a carta do bastonário da Ordem (que começou a ser enviada anteontem aos signatários da petição), Daniel Sampaio afirma não querer fazer comentários sobre a posição de Pedro Nunes. &#8220;O que está em causa é uma posição incorrecta do presidente do colégio&#8221;. Francisco Allen Gomes e Júlio Machado Vaz, que também assinaram a petição on-line, não tinham recebido, ao final do dia de ontem, a carta do bastonário. &#8220;Perplexo&#8221; com a polémica, Júlio Machado Vaz assumiu posição através da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica, que na semana passada emitiu um comunicado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Vou-lhe dar um exemplo da minha perplexidade. Uma das situações em que se diz que é possível tratar é na homossexualidade secundária. Eu não faço a mínima ideia do que é a homossexualidade secundária&#8221;, afirma ao i.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>À semelhança de muitos outros signatários, o psiquiatra e sexólogo Francisco Allen Gomes deixou um comentário ao assinar a petição: &#8220;Trata-se de um regresso a um passado que não dignificas as &#8216;terapias&#8217; em causa.&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Unânime é o apelo a um fórum alargado, liderado pelo colégio de Psiquiatria e extensível à comunicação social. Um debate &#8220;com seriedade, sem preconceitos e tendo por base os actuais conhecimentos, científicos e não só&#8221;, como pede a psiquiatra Ana Matos Pires.</p>
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		<item>
		<title>Psiquiatras lançaram petição a exigir que Ordem esclarecesse se defende cura para a homossexualidade.</title>
		<link>http://www.medicospelaescolha.pt/2010/07/12/psiquiatras-lancaram-peticao-a-exigir-que-ordem-esclarecesse-se-defende-cura-para-a-homossexualidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 23:56:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanaalmeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Orientação Sexual]]></category>

		<category><![CDATA[Sexualidades]]></category>

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		<description><![CDATA[O psiquiatra Daniel Sampaio é um dos signatários da petição sobre &#8220;a reconversão da orientação sexual&#8221;, que exige uma tomada de posição do Colégio de Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos. &#8220;O que nós [signatários] queremos é que não se fale em homossexualidade primária e secundária. Há homossexuais que precisam de acompanhamento, não devido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O psiquiatra Daniel Sampaio é um dos signatários da petição sobre &#8220;a reconversão da orientação sexual&#8221;, que exige uma tomada de posição do Colégio de Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos. &#8220;O que nós [signatários] queremos é que não se fale em homossexualidade primária e secundária. Há homossexuais que precisam de acompanhamento, não devido à sua orientação sexual, mas sim de problemas que possam surgir desse facto&#8221;, disse ao DN.Segundo Daniel Sampaio, até ao momento, os mais de 1000 signatários da petição ainda não receberam resposta da Ordem. Iniciada em Maio deste ano, a petição exigia que a Ordem clarificasse urgentemente a posição que tem sobre a cura da homossexualidade. No documento, os signatários, como Júlio Machado Vaz , recusavam a classificação de &#8220;homossexualidade primária com cunho biológico marcado e homossexualidade secundária para justificar a intervenção médica em homossexuais&#8221;. E referem que desde 1973 que a homossexualidade não é considerada doença. Recordam ainda que a Associação Americana de Psiquiatria reprova qualquer intervenção dita de reconversão da orientação sexual. Apesar disso, os signatários esclarecem que não ignoram &#8220;o sofrimento psicológico de muitas pessoas LGBT, considerando que não é resultante dos seus comportamentos, afectos ou identidades, antes é determinado por um contexto social marcado pela homofobia que se revela discriminatório&#8221;.<a href="http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1452687">Fonte: DN</a></p>
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		<title>Uma no cravo e outra na ferradura&#8230;</title>
		<link>http://www.medicospelaescolha.pt/2009/01/24/uma-no-cravo-e-outra-na-ferradura/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 18:43:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunomaia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta sexta-feira, a Assembleia da República discutiu um projecto apresentado pelo Bloco de Esquerda que visava fazer uma recomendação a todos os sítios de recolha de dádivas de sangue a não recusar potenciais dadores com base na sua orientação sexual. Segundo alguns deputados do Partido Socialista, a discriminação na doação de sangue para homossexuais masculinos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Esta sexta-feira, a Assembleia da República discutiu um projecto apresentado pelo Bloco de Esquerda que visava fazer uma recomendação a todos os sítios de recolha de dádivas de sangue a não recusar potenciais dadores com base na sua orientação sexual. Segundo alguns deputados do Partido Socialista, a discriminação na doação de sangue para homossexuais masculinos não existe. Isto apesar das inúmeras queixas oficiais que têm sido feitas por homossexuais nas devidas instituições.</p>
<p align="justify">O projecto ontem apresentado, que não era um projecto-lei, apenas uma recomendação foi chumbado pela maioria socialista, recolhendo os votos a favor do BE, PCP, Verdes e PSD e a abstenção do CDS-PP. Na mesma semana em que Sócrates apresenta a sua moção ao congresso do partido, incluíndo a vontade de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, chumba uma proposta importante para acabar com uma das mais inceitáveis discriminações a homossexuais em Portugal, mesmo tendo a direita votado, maioritariamente a favor!</p>
<p align="justify">Há um ano, os médicos pela escolha realizaram uma iniciativa pública e emitiram um comunicado contra esta discriminação grosseira. Ver <a href="http://www.medicospelaescolha.pt/arquivo/doacao-de-sangue-por-homossexuais/comunicado/">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Moção de José Sócrates defende igualdade no acesso ao casamento</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 13:45:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanaalmeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Justiça]]></category>

		<category><![CDATA[Sexualidades]]></category>

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		<description><![CDATA[O Comunicado da Associação ILGA-Portugal
Associação ILGA Portugal congratula-se com o compromisso do actual Primeiro-Ministro
A moção que José Sócrates levará ao Congresso do Partido Socialista afirma como prioridade «o combate a todas as formas de discriminação e a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo». A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Comunicado da Associação ILGA-Portugal<br />
Associação ILGA Portugal congratula-se com o compromisso do actual Primeiro-Ministro</p>
<p>A moção que José Sócrates levará ao Congresso do Partido Socialista afirma como prioridade «o combate a todas as formas de discriminação e a remoção, na próxima legislatura, das barreiras jurídicas à realização do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo». A Associação ILGA Portugal congratula-se com este compromisso assumido pelo actual Primeiro-Ministro no sentido de remover a actual discriminação no acesso ao casamento. A igualdade passa assim a ser a proposta de José Sócrates e, nas suas palavras, «sem tibiezas, sem meias soluções».</p>
<p>Como a Associação ILGA Portugal tem defendido, a igualdade no acesso ao casamento é uma questão de direitos fundamentais, uma questão de cidadania, uma questão que determina a qualidade da nossa democracia. Trata-se de acabar com a humilhação de muitas mulheres e muitos homens que a própria lei ainda discrimina por causa da sua orientação sexual. Trata-se de afirmar finalmente que o Estado não pode continuar a atribuir a lésbicas e gays uma cidadania de segunda.</p>
<p>O actual Primeiro-Ministro explicou-o também na apresentação pública da moção: «dir-me-ão que o problema é apenas de uma minoria, mas quero dizer o seguinte aos camaradas: o reconhecimento dos direitos e da dignidade de uma minoria é a vitória de todos», acrescentando que este passo é dado em nome «da liberdade, da igualdade e da dignidade individual e da luta contra todos os tipos de discriminação» e concluindo que «com esta mudança seremos um país melhor».</p>
<p>O fim da exclusão de lésbicas e gays no acesso ao casamento exige apenas uma pequena alteração no texto de uma lei, que não implica custos nem afecta a liberdade de outras pessoas. Porém, será um enorme passo no sentido da igualdade e contra a discriminação. E como demonstraram as discussões sobre o voto para as mulheres ou sobre o fim do apartheid racista na África do Sul, o preconceito que existe na sociedade não pode nunca justificar a negação de direitos fundamentais. Pelo contrário, as vozes que inevitavelmente se levantarão contra esta medida vão provar apenas a persistência do preconceito homófobo na sociedade portuguesa e, portanto, reforçar a urgência de lutar contra a discriminação em função da orientação sexual.</p>
<p>Aliás, eliminar a actual discriminação na lei é uma condição necessária para que o Estado possa lutar de forma credível contra a discriminação na sociedade. O fim da discriminação legal de gays e lésbicas será assim o princípio do fim da homofobia.</p>
<p>Mais: estabelecer a igualdade no acesso ao casamento é contribuir de forma particularmente simples para a felicidade de muitas pessoas – e colocará Portugal na liderança do combate contra a discriminação.  Congratulamo-nos por José Sócrates ter assumido este compromisso e apelamos a todos os partidos que ainda não o fizeram para que recusem também a discriminação e participem nesta luta pela Igualdade.</p>
<p>Lisboa, 19 de Janeiro de 2009<br />
A Direcção e o Grupo de Intervenção Política da Associação ILGA Portugal</p>
<p>Associação ILGA PORTUGAL<br />
Email: <a href="mailto:ilga-portugal@ilga.org">ilga-portugal@ilga.org</a><br />
<a href="http://www.ilga-portugal.pt/">http://www.ilga-portugal.pt/</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ronaldo entra em vídeo contra a homofobia</title>
		<link>http://www.medicospelaescolha.pt/2009/01/07/ronaldo-entra-em-video-contra-a-homofobia/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 13:41:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanaalmeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo de desporto do Diário de Notícias 
ANTÓNIO PEDRO PEREIRA 
Inglaterra. Beckham, Rooney e Ferdinand também alinham
Plano é evitar cânticos discriminatórios e abrir consciências
Num submundo dominantemente de homens, a homofobia é um dos temas mais fechados do futebol. Para o abrir às consciências, e para lutar contra a discriminação e preconceitos, uma associação de defesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<pre><a href="http://dn.sapo.pt/2009/01/07/desporto/ronaldo_entra_video_contra_a_homofob.html">Artigo de desporto do Diário de Notícias </a></pre>
<pre><a href="http://dn.sapo.pt/2009/01/07/desporto/ronaldo_entra_video_contra_a_homofob.html">ANTÓNIO PEDRO PEREIRA </a></pre>
<p><strong>Inglaterra.</strong> Beckham, Rooney e Ferdinand também alinham</p>
<p><strong>Plano é evitar cânticos discriminatórios e abrir consciências</strong></p>
<p>Num submundo dominantemente de homens, a homofobia é um dos temas mais fechados do futebol. Para o abrir às consciências, e para lutar contra a discriminação e preconceitos, uma associação de defesa dos direitos de homossexuais resolveu pedir ajuda à federação inglesa e criar um vídeo com estrelas como Cristiano Ronaldo, David Beckham ou Wayne Rooney para promover a tolerância e acabar com o estigma que perseguiu Justin Fashanu, o único profissional a assumir em Inglaterra a homossexualidade - suicidou-se em 1998.</p>
<p>&#8220;Sei que há um grupo de futebolistas homossexuais que não se sentem confortáveis em se assumir neste momento&#8221;, diz Peter Tatchell, dirigente da Outrage!, associação que defende os direitos dos <em>gays</em> em Inglaterra. &#8220;Este vídeo pode ser o precursor desse acontecimento, e, se for bem recebido, suspeito que possa dar a alguns futebolistas a confiança para pensar em assumir a sua sexualidade&#8221;, juntou Tatchell , que entretanto confirmou que, através da federação inglesa, já foram angariados cerca de 21 mil euros para uma extensa campanha de sensibilização que pretende exibir um vídeo nos estádios e nas escolas inglesas, além de ser posto a circular na Internet.</p>
<p>&#8220;O plano é reunir várias estrelas a falar contra a homofobia, de forma a que os cânticos insultuosos se tornem tão estúpidos como os cânticos racistas&#8221;, prosseguiu Peter Tatchell. O dirigente da Outrage!, depois, anunciou alguns dos muitos nomes de futebolistas que se associaram ao projecto de sensibilização: David Beckham, Cristiano Ronaldo, Rio Ferdinand, Peter Crouch, David James, Wayne Rooney, John Terry, Frank Lampard, Theo Walcott e Michael Owen.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ódio como prenda de Natal&#8230;</title>
		<link>http://www.medicospelaescolha.pt/2008/12/23/odio-como-prenda-de-natal/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 01:37:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunomaia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
 O Papa assumiu hoje no seu discurso o ódio oficial que nutre pela diversidade Humana. A história já nos demonstrou os resultados que este ódio que o Papa sente aos homossexuais produziu: o holocausto, os massacres no Congo,&#8230;


Todo o ódio humano tem a mesma origem e as mesmas consequências e da história o Papa não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<address><em><font color="#000000"> O Papa assumiu hoje no seu discurso o ódio oficial que nutre pela diversidade Humana. A história já nos demonstrou os resultados que este ódio que o Papa sente aos homossexuais produziu: o holocausto, os massacres no Congo,&#8230;</font></em></address>
</p>
<p>
<address><em><font color="#000000">Todo o ódio humano tem a mesma origem e as mesmas consequências e da história o Papa não pode fugir!</font></em></address>
</p>
<p>
<address><em><font color="#000000"> O Papa esquece-se ainda de uma outra coisa: proteger a floresta tropical é preservar a diversidade ecológica do mundo! O massacre dos homossexuais é o contrário da diversidade, é a Eugenia! </font></em></address>
</p>
<address><em><font color="#000000" size="2" face="Arial">Já agora, já existe uma ecologia humana. Transcrevo uma das suas possíveis definições em baixo, para que se possa perceber o quão distinta é daquilo que o Papa preconiza: <font color="#ff00ff">A meta da Ecologia Humana é devolver aos seres humanos uma capacidade que trazem latente         desde a concepção: poder viver com plena autonomia, com o máximo de seu potencial e         auto-estima, em função de uma ética essencial e de uma inata necessidade de         auto-proteção, auto-abastecimanto, auto-realização e harmonização</font></font></em></address>
<p>
<address><em><font color="#000000"> </font></em></address>
</p>
<p>
<address><em><font color="#000000">Leia-se a notícia: </font></em></address>
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Religião</p>
<p><strong>Papa compara defesa da heterossexualidade à protecção das florestas tropicais <a href="http://10.38.1.194/admin/editaNoticiaHTM.asp?idNot=1353964&amp;id=62"><img border="0" width="15" height="15" /></a></strong></p>
<p>22.12.2008 - 20h31 Agências</p>
<p><u>O Papa Bento XVI indicou hoje que salvar a humanidade de comportamentos homossexuais ou transexuais é tão importante como salvar as florestas tropicais da destruição</u>. &#8220;[A Igreja] deverá proteger o homem de se destruir a ele mesmo. É preciso uma espécie de ecologia do Homem&#8221;, disse o Sumo Pontífice num discurso perante a Cúria Romana, a administração central do Vaticano.</p>
<p>&#8220;As florestas tropicais merecem a nossa protecção. Mas o homem, enquanto criatura, também a merece&#8221;.</p>
<p>Para a Igreja Católica, a homossexualidade em si não é pecado, mas os actos homossexuais são-no. O Vaticano opõe-se aos casamentos gay e, em Outubro, um alto responsável da Igreja indicou que a homossexualidade é &#8220;um desvio, uma irregularidade, uma ferida&#8221;.</p>
<p>O Papa disse ainda que a humanidade precisa de &#8220;escutar a linguagem da Criação&#8221; para entender os papéis do homem e da mulher e comparou as relações diferentes das heterossexuais como &#8220;a destruição do trabalho de Deus&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>lei do divórcio&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 22:56:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunomaia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Este fim-de-semana, lia-se na capa do Expresso: &#8220;Nova lei faz disparar o número de divórcios&#8221;. Alarmante. Sensacionalista. Quem lê o título recorda imediatamente as vozes conservadoras na altura da discussão da lei: &#8220;o divórcio é o facilitismo&#8221;, &#8220;esta lei põe em causa a família&#8230;&#8221;&#8230; ( e por aí fora&#8230;). Mas como a bota não bate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Este fim-de-semana, lia-se na capa do Expresso: &#8220;Nova lei faz disparar o número de divórcios&#8221;. Alarmante. Sensacionalista. Quem lê o título recorda imediatamente as vozes conservadoras na altura da discussão da lei: &#8220;o divórcio é o facilitismo&#8221;, &#8220;esta lei põe em causa a família&#8230;&#8221;&#8230; ( e por aí fora&#8230;). Mas como a bota não bate com a perdigota e a lei foi só aprovada há 2 meses (mais coisa, menos coisa&#8230;), proponho que leiam o conteúdo da notícia:</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left"><font color="#ff00ff"><em><a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/471526">Histórias reais como as de Mariana e Cristina ajudam a explicar porque 2009 será &#8220;o ano de todos os divórcios&#8221;, como refere a maioria dos dez advogados especializados em Direito da Família contactados pelo Expresso. &#8220;Os casos de divórcio sem mútuo consentimento vão triplicar. E estou a ser optimista pois podem ser muito mais&#8221;, profetiza Ricardo Candeias.</a></em><a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/471526"></a></font></p>
<p align="right"><a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/471526">  <!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></a></p>
<p align="justify"><a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/471526"><font color="#ff00ff"><em>Numa contabilidade feita por alto, isso resultará em, pelo menos, 4500 acções, já que em 2007 o número de rupturas litigiosas rondou as 1500 (num universo de 25 mil separações). Na mesma lógica, também os divórcios com mútuo consentimento irão disparar. Segundo a advogada Adelaide Guitart, para o dobro dos casos, &#8220;pelo menos no primeiro ano da lei, enquanto não passar o efeito de novidade&#8221;.</em></font></a></p>
<p align="right"><a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/471526">  <!-- end st_tag_p --> <!-- begin st_tag_p --></a></p>
<p align="justify"><a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/471526"><font color="#ff00ff"><em>A possibilidade de haver 50 mil casos de divórcios no final do próximo ano não é fácil de digerir. Mas o Expresso fez uma pequena experiência que ajuda a comprovar a tese: tal como Mariana e Cristina, há entre 500 e 800 pessoas (casadas no papel mas na prática separadas) que esperaram durante meses pela aplicação da lei para dar a estocada final no casamento. &#8220;Tenho uma dezena de clientes com o matrimónio no limbo. Muitos nem sequer sabem do paradeiro do seu cônjuge&#8221;, revela Ricardo Candeias. Segundo este advogado, a lei tem o mérito de contribuir para &#8220;mudar mentalidades&#8221;. A popularidade desta lei, afiançam quase todos os especialistas, deve-se em grande parte, à eliminação da culpa como fundamento no divórcio sem mútuo consentimento.</em></font></a></p>
<p align="justify">Ou seja, o que acontece é que o número de divórcios oficializados aumenta no próximo ano, porque há muitos processos em espera (no período de 3 anos&#8230;) que com a nova lei antecipam o final do processo judicial - isso não traduz necessariamente (para quem sabe fazer contas) o aumento no número de divórcios!</p>
<p align="justify">A notícia é boa, é pena o título ser tão espalhafatoso&#8230;</p>
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		<title>Operações transexuais no Hospital de Santa Maria</title>
		<link>http://www.medicospelaescolha.pt/2008/11/04/homem-que-hoje-se-torna-mulher-e-o-quinto-nos-ultimos-tres-anos-no-hospital-de-santa-maria/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 20:25:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>joanaalmeida</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Identidade de Género]]></category>

		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>

		<category><![CDATA[Sexualidades]]></category>

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		<description><![CDATA[O acesso à saúde dos transexuais em portugal continua uma questão pendente nos programas do Ministério da Saúde&#8230;Este mesmo médico assume que não tem novos cirurgiões a trabalhar com ele e a aprender as suas técnicas. Quem fará as operações em Portugal no futuro?
Entretanto saem pontualmente notícias que vão dando alguma visibilidade a estas questões, embora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O acesso à saúde dos transexuais em portugal continua uma questão pendente nos programas do Ministério da Saúde&#8230;Este mesmo médico assume que não tem novos cirurgiões a trabalhar com ele e a aprender as suas técnicas. Quem fará as operações em Portugal no futuro?</p>
<p>Entretanto saem pontualmente notícias que vão dando alguma visibilidade a estas questões, embora ainda não consigam tratar os trans pelo sexo desejado e não pelo sexo biológico. Mudar de corpo é bem mais fácil do que mudar mentalidades.</p>
<p><a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1348726&amp;idCanal=62">Artigo do Público<br />
</a>04.11.2008 - 10h24 Lusa<br />
O homem que é operado hoje no Hospital de Santa Maria para mudar o sexo para mulher é o quinto nos últimos três anos a submeter-se a este tipo de cirurgia naquela unidade de saúde, disse o cirurgião João Décio Ferreira.</p>
<p>Segundo disse à Agência Lusa o director do serviço de Cirurgia Plástica do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, realizaram-se nos últimos três anos quatro cirurgias de mudança de sexo de homem para mulher e três do feminino para o masculino.</p>
<p>O especialista referiu que &#8220;enquanto de homem para mulher a situação fica resolvida em uma cirurgia, a mudança de sexo de mulher para homem é muito mais demorada e exige uma série de intervenções&#8221;.</p>
<p>O indivíduo que hoje é operado no Hospital de Santa Maria, para mudar o sexo de homem para mulher, poderá regressar à sua vida normal dentro de três semanas, disse o cirurgião João Décio Ferreira.</p>
<p>Explicou também que uma semana após a operação o doente volta ao bloco para uma cirurgia rápida, de 10 a 15 minutos, e passados dois dias terá &#8216;alta&#8217; clínica.</p>
<p>&#8220;Três semanas após a operação poderá estar a fazer a vida normal, depende da profissão, se não exigir muito esforço físico&#8221;, adiantou.</p>
<p>A cirurgia de hoje é, segundo João Décio Ferreira, &#8220;demorada&#8221;, entre quatro a seis horas, e terá a colaboração de um cirurgião geral, que vai retirar uma parte ao intestino delgado para ajudar na construção do novo sexo.</p>
<p>Por esta operação ser demorada e causar &#8220;muita perda de sangue&#8221;, outras cirurgias, como o aumento dos seios ou a redução da &#8220;mação de Adão&#8221; (laringe), são feitas posteriormente.</p>
<p>De acordo com o cirurgião plástico, a operação de hoje, a seu cargo, &#8220;envolve a remoção do pénis e dos testículos e a construção da vagina aproveitando a pele do pénis e parte da glândula para fazer o clítoris&#8221;.</p>
<p>Até chegar ao bloco operatório, o indivíduo que pretende mudar de sexo tem que fazer um longo percurso, que se prolonga por cerca de três anos.</p>
<p>Inicialmente, passa por uma consulta de Psiquiatria dedicada a este tipo de patologia, consulta que se realiza nos Hospitais de Santa Maria, da Universidade de Coimbra e Júlio de Matos.</p>
<p>&#8220;Passado um ano, quando há uma convicção, começa-se a fazer a terapêutica hormonal e depois o doente é enviado a outro centro para confirmar o diagnóstico&#8221;, disse o cirurgião, adiantando que o processo exige ainda uma autorização da Ordem dos Médicos (OM), sendo o único acto médico no país que carece deste tipo de licença.</p>
<p>Na OM, uma comissão nomeada pelo bastonário analisa todo o percurso clínico do doente e dá o parecer de acordo com as normas internacionais.</p>
<p>O cirurgião explicou, também, que o processo é longo, uma vez que é uma &#8220;operação irreversível, não havendo hipóteses de voltar atrás&#8221;.</p>
<p>Sobre os custos da operação, desconhece o valor nos hospitais públicos, mas adiantou que no sector privado varia entre 15 mil e 25 mil euros.</p>
<p>&#8220;Não é muito representativa na despesa total do Hospital de Santa Maria&#8221;, afirmou, adiantando que apenas tem conhecimento de que o único local do país, em termos de hospitais públicos, onde se faz este tipo de operações é naquela unidade de saúde.</p>
<p>Em Portugal e ao contrário do que se passa no resto do mundo, há um maior número de mulheres que querem tornar-se homens: uma média de três casos de mulher para homem e um de homem para mulher.</p>
<p>Como em outras especialidades, a cirurgia de mudança de sexo também tem lista de espera.</p>
<p>O director do serviço de Cirurgia Plástica do Hospital de Santa Maria tem 45 pacientes em acompanhamento: 30 que querem alterar o sexo de mulher para homem e 15 do masculino para o feminino.</p>
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		<title>Jovem Somali, lapidada por adultério</title>
		<link>http://www.medicospelaescolha.pt/2008/11/03/jovem-somali-lapidada-por-adulterio/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 22:12:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>brunomaia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[ retirado do DN de 03.11
Os extremistas islâmicos, associados à Al-Qaeda, justificaram a &#8220;misericordiosa execução&#8221; alegando que Aisha Ibrahim Duhulow praticou adultério, um crime de honra punido com a morte. Mas a família de Aisha nega a acusação, afirmando que ela foi violada por três homens e que foi detida quando os denunciou em tribunal. Nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> retirado do DN de 03.11</p>
<p align="justify"><em>Os extremistas islâmicos, associados à Al-Qaeda, justificaram a &#8220;misericordiosa execução&#8221; alegando que Aisha Ibrahim Duhulow praticou adultério, um crime de honra punido com a morte. Mas a família de Aisha nega a acusação, afirmando que ela foi violada por três homens e que foi detida quando os denunciou em tribunal. Nenhum dos acusados foi detido, assim como também não consta que tenha havido o julgamento normal para o caso de adultério. Mas Aisha foi morta. E de forma extremamente violenta.</p>
<p>No estádio de Kismayo, onde se encontravam cerca de mil espectadores, revela o diário britânico </em><em>The Guardian, foi aberto um buraco no chão onde colocaram Aisha que, manietada de pés e mãos, ainda tentava resistir aos seus verdugos. Um grupo de 50 homens atirou contra ela as pedras que, para o efeito, haviam sido trazidas para o estádio. Por três vezes, Aisha foi retirada do buraco e observada por enfermeiras que atestaram ela estar ainda viva. E o apedrejamento prosseguiu&#8230; até à morte.</p>
<p>&#8220;O apedrejamento foi totalmente ilógico e nada teve de religioso. O islão não executa mulheres por adultério a não ser que quatro testemunhas e o homem com quem ela cometeu adultério venham a público atestá- -lo&#8221;, disse uma irmã de Aisha, cuja família, revela o </em><em>Mail online, se afirmou furiosa com o ocorrido e cujo pai garante que a vítima só tinha 13 anos. Era a 13.ª de uma família de seis irmãos e seis irmãs e nasceu no campo de refugiados de Hagardeer, no Sul do Quénia, em 1995, onde a família chegou três anos antes em fuga de Mogadíscio. Aisha, que sofria de epilepsia, estaria de regresso à capital somali e teve de parar na cidade Kismayo, que as milícias extremistas capturaram no passado mês de Agosto.</p>
<p>A lapidação de Aisha foi condenada pela presidência da União Europeia e pela Amnistia Internacional, enquanto as milícias Al-Shabab prosseguem a sua política de radicalização da sociedade de Kismayo.</em></p>
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